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CURSO REDAÇÃO JURÍDICA

“Como hão de ser as palavras? Como as estrelas. As estrelas são distintas e altíssimas. O estilo pode ser muito claro e muito alto. Tão claro que o entendam os que não sabem, e tão alto que tenham muito o que entender nele os que sabem.”                                           

                                                                          Pe.  Antônio Vieira

 

“As pessoas, de maneira geral, não compreendem as decisões judiciais. Falamos e escrevemos para especialistas, sem preocupação em sermos entendidos pelo destinatário final dos serviços judiciais: a população. ” O autor dessa fala é Ricardo Pippi Schmidt, Desembargador do TJRS.

Nesse contexto, o formalismo jurídico, manifestado em discursos elegantes e linguagem rebuscada da legislação, mantém a separação entre agentes públicos e a população.  É como se existisse um corpo de guarda imaginário que impõe distância da linguagem acessível ao cidadão comum e, por consequência, intimida. E muitos de nós, desavisadamente, conservamos essas práticas sem questioná-las, atribuindo uma profundidade semântica, e um valor filosófico, intelectual à linguagem formal que, na realidade, é vazio, esbarrando no preciosismo. A linguagem, então, deixa de cumprir seu papel: o de comunicar.

O uso, por exemplo, de técnicas processuais baseadas na simplicidade e informalidade contribui para o empoderamento de grupos desfavorecidos, pois promove o acolhimento e a interação do público leigo com a cultura jurídica. Adequar a linguagem jurídica ao interlocutor amplia a clareza e a transparência na relação entre as partes e o Estado. O resultado desse esforço de mudança é a democratização do acesso à Justiça e a garantia da consciência de direitos próprios, à luz do princípio da dignidade humana. E isso é a melhor prestação jurisdicional que pode ser desempenhada

 

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Objetivos gerais

Capacitar os servidores que atuam na área judiciária demonstrando a importância da linguagem simples no Poder Judiciário.

 

Objetivos Específicos 

Ao final do curso Redação Jurídica, o aluno deverá ser capaz de:

•Aprender a organização textual, principalmente relacionada à petição inicial, com respeito à clareza, objetividade, precisão, impessoalidade, coerência e coesão;

•Aplicar o conhecimento revisado e atualizado na análise e produção de textos;

•Entender e redigir textos relacionados ao ambiente jurídico com competência e correção;

•Perceber que a linguagem jurídica e o uso adequado de nosso idioma são instrumentos indispensáveis para a realização de trabalho eficiente no contexto jurídico;

•Comunicar de forma que as cidadãs e os cidadãos localizem, entendam e utilizem as informações dadas;

•Promover o uso da linguagem inclusiva e cidadã;

•Conhecer e aplicar as regras que regem a concordância verbal e nominal do português culto do Brasil, aplicadas ao texto jurídico;

•Analisar a regência verbal e nominal como mecanismo para adequado uso da crase;

•Aprender as regras da ABNT e dos principais manuais do País acerca da padronização, a fim de dar uniformidade aos textos jurídicos.

 

A quem se destina

Desembargadores(as), Juízes(as) do Trabalho, Servidores(as) que atuam em Gabinetes de 1º e 2º Graus e Diretores(as) de Vara do Trabalho, envolvidos com a geração, edição e customização de documentos jurídicos, que devem chegar todos os dias a leitores que necessitam dessas informações para implementar e subsidiar ações e decisões administrativas.

Conteúdo programático

Módulo I – O texto jurídico:

•impessoalidade;

•concisão;

•objetividade;

•clareza;

•coerência e coesão;

•organização de frases e de parágrafos;

•aplicação dos princípios estudados, principalmente em petição, em decisão e em e-mail;

•Sensibilização e compromisso dos servidores públicos para a importância dos documentos profissionais em linguagem simples, facilitando e subsidiando tomadas de decisões.

 

PRINCÍPIOS NORTEADORES DA PRODUÇÃO TEXTUAL

• Competência textual: escrever de forma adequada;

• A elaboração do texto jurídico – mecanismos geradores;

•O que faz a qualidade dos textos jurídicos eficazes;

•Semântica: palavras e expressões adequadas;

•Como definir claramente o objetivo do texto e manter o foco nas necessidades    informacionais do leitor; 

•Linguagem Simples e inovação em governo: testando coisas novas para melhorar a vida das pessoas;

•Elaboração de documentos institucionais de forma simples, inclusiva, empática;

•Papel da legislação em linguagem simples.

 

MÓDULO II – PADRONIZAÇÃO DE TEXTOS JURÍDICOS

•citação e referências (ABNT);

•grafia de hora;

•grafia de data;

•grafia de legislação;

•grafia de números;

•uso de maiúsculas e minúsculas.

 

MÓDULO III – ASPECTOS GRAMATICAIS APLICADOS AO TEXTO JURÍDICO

•tipos de sujeito e concordância verbal;

•aposto e pontuação;

•adjunto adverbial e pontuação;

•pronomes relativos;

•utilização do gerúndio;

•crase;

•transitividade verbal;

•colocação pronominal

•concordância verbal e nominal.

 

MÓDULO IV – EXPRESSÕES E TERMOS JURÍDICOS ADEQUADOS AO TEXTO FORMAL.

 

Mais Informações

Carga Horária: 20 h/a.

Instrutor

Equipe Supercia 63

O conteúdo deste curso poderá ser customizado de acordo com a sua necessidade, no formato in company ou compartilhado. Converse conosco.

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